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Por que acreditar em Tecnologia da Informação?

Nos últimos 20 anos, o mundo passou por diversas mudanças conceituais, de tecnologias e reformulações na arquitetura social. Estas mudanças vão desde movimentos de inclusão a comportamentos do cotidiano. Muitos foram os agentes responsáveis pelas modificações, mas devemos destacar que a Tecnologia da Informação transcendeu aos fins tecnológicos, uma vez que adentrou em todas as esferas do conhecimento e da sociedade. Quem, há 30 anos, poderia vislumbrar que interações abstratas num ambiente chamado internet poderia aproximar pessoas, difundir informações em massa em uma velocidade quase instantânea, alcançar lugares cada vez distantes e conectar ideias, formando redes de cooperação em todo mundo? Atualmente, vivemos numa curva crescentes de descobertas, consequências e benefícios destes mecanismos de interação. O que pode ser concluído é que cada vez mais as pessoas são influenciadas por este movimento. Por exemplo, uma transmissão de TV não representa mais a definição completa da informação e as pessoas hoje são capazes de rapidamente se aprofundar sobre o que foi transmitido e fazer julgamentos mais pessoais, que podem não convergir com o sentido das notícias, e a sociedade, desta forma, ganha mais liberdade e poder de julgamento sobre as informações e acontecimentos.  Até agora, focamos basicamente em alguns aspectos sobre a sociedade ocasionados pela web, mas a T.I. vai muito além. Os próprios dispositivos móveis, computadores e ferramentas diminuem cada vez de tamanho e ganham poder de processamento, influenciando e mudando as formas de trabalho no dia a dia.  Permeando agora por um contexto mais filosófico, a comunidade desenvolvedora de T.I. organiza-se de modo diferente a outras áreas do segmento econômico. Podemos observar que todas as ferramentas para desenvolvimento em T.I. compartilham de um modelo gratuito e colaborativo, vislumbrando acima de tudo a cooperação entre os membros que pensam e desenvolvem os aspectos de fronteira e, agora, de maneira simples e acessível, este sistema é capaz de gerar empresas riquíssimas em um tempo recorde por produtos que são gratuitos ou de valores extremamente acessíveis. Um exemplo disto é que, dentre as maiores empresas do mundo, 19 em médias nos últimos anos pertencem à T.I. e dentre as 5 maiores, 3 são em média de T.I. e são empresas que se capitalizaram em décadas e, notoriamente, são gerenciadas por agentes de classe média pobre, sem hierarquia de capital. Neste sentido, a T.I. ocasiona uma quebra de paradigma, já que permite a ascensão econômica de maneira rápida e transparente a indivíduos de classe simples. Estes resultados propõe-nos o segmento de T.I. como algo singular, capaz de promover resultados diferentes na sociedade, na economia e na educação.  Outro fator a ser destacado é que a T.I. representa uma estrutura de trabalho de baixo custo na maioria das vezes, por depender muitas vezes apenas de um grande potencial criativo e de uma estrutura mínima, além de ser bastante acessível, o que difere, por exemplo, dos setores industriais. Estes fatores tornam possível que estados menos desenvolvidos passem, mediante uma reestruturação educacional, a concorrer com esse potencial tecnológico, frente aos outros que culturalmente já vem de uma hierarquia de riqueza e desenvolvimento em outras tecnologias de alto custo. Uma maneira de comprovarmos o que foi dito é a comparação entre países como a China, Coreia, Israel e o Brasil. Os três primeiros, em meados de três décadas atrás, equiparavam-se a condições socioeconômicas ao Brasil e hoje, facilmente, comtemplam estruturas bem distintas e estão em um movimento mais crescente de ascensão financeira. As perguntas que ficam são: O que aconteceu para que essas modificações ocorressem? O que o Brasil, seguindo estes modelos, precisa fazer? 

A resposta para as duas perguntas é única e de maneira simples: Esses países possuem pelo menos duas particularidades em comum:

• A atenção e reformulação da educação, desenvolvendo estrutura e metodologias em que a educação e particularidades da economia e potenciais locais foram levadas em conta;

• O investimento em tecnologia com ênfase, principalmente, em T.I. e facilmente podemos citar a China, que produz quase 70% dos dispositivos que permeiam o segmento de T.I. A Coreia atualmente possui uma das melhores infraestruturas de banda larga do mundo e por fim, Israel é considerada a maior potencia no desenvolvimento de tecnologias e sistemas para aplicações em T.I. do mundo.

Muitas são as justificativas em todos os aspectos que para demonstrar o Brasil deve seguir minimamente os dois focos citados anteriormente e isso apenas reflete um alinhamento para o setor tecnológico no mundo que mais cresce revolucionando ciência e sociedade.

Muitos estados do Brasil possuem dificuldade para obter investimentos altos em tecnologia, mas enquanto os estados maiores e já preestruturados avançam nas tecnologias de alto desempenho, cabe aos estados menos desenvolvidos tornarem-se potencias e permanecerem na vanguarda de apoio às altas tecnologias, ao tempo que se desenvolvem em um movimento de alinhamento global, uma vez que investir em T.I. não representa os mesmos custos frente a outros investimentos, mas é capaz de gerar os mesmo resultados em riqueza, qualidade de vida e, consequentemente, desenvolvimento local.

O Piauí encontra-se em um cenário totalmente propício para tornar a tecnologia da informação, juntamente com seus resultados, um diferencial do Estado capaz de colocá-lo potencialmente em situação de igualdade a economias de outros estados. Seguir este alinhamento, além dos benefícios que o contexto global aponta, possibilita sermos capazes de nos tornamos um dos melhores estados do país nesta linha de frente, a tecnologia. Parnaíba sai na frente com a construção de um polo tecnológico e leva o norte do estado ao patamar de uma ótima representatividade no segmento de TI. Uma cidade universitária, de clima agradável e rica em aspectos culturais, ao mesmo tempo que oferece uma boa qualidade de vida a baixos custos, justificando o auto índice de universitários que se instalam na cidade. Os índices, juntamente com seu atual crescimento econômico, elegem a cidade como a cidade do desenvolvimento do estado e os resultados são visões inovadoras de gestores, empresários modernos e uma comunidade ávida ao pioneirismo.